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HISTÓRIA
A aldeia do Rio Vermelho
foto: acervo FGM
Largo da Mariquita em 1944, o bonde chegava, trazendo os veranistas

Entre 1510-1511, não há uma data definida, o português Diogo Álvares Correia naufragou na costa baiana, imediações do Largo da Mariquita.

O apelido "Caramuru" (moréia, peixe-cobra), foi dado pelos índios, que o encontraram com as roupas molhadas, muito coladas ao corpo, que eles acharam parecido com uma moréia. E nada tem a ver com "Filho do Trovão", inventado pelo poeta Frei Durão ou "Caramuru", ou "o homem que cospe fogo", ensinado ainda por muitos professores do ensino fundamental.

Alguns historiadores ainda sustentam que, ao chegar na praia e encontrar-se com os nativos, índios tupinambás, Caramuru disparou um tiro. Os índios, apavorados, passaram a temê-lo e respeitá-lo por achar que ele possuía poderes mágicos. Diogo Álvares Correia viveu alguns anos isolado entre os índios, com os quais mantinha boas relações, gozando de posição respeitável entre os tupinambás.

Era também era aliado dos corsários franceses e servia de intermediário com os índios, para o contrabando do pau-brasil para a Europa.

foto: acervo FGM
Em 1950, banhistas na praia de Santana

Tanto é que, em 1528, Caramuru assistiu, na França, o batismo da sua esposa, a índia Paraguassu, que recebeu como nome de batismo Catarina Álvares Paraguassu.

Mais tarde, Caramuru aliou-se aos portugueses, tendo casado suas filhas com grandes dignatários da colônia, dando origem assim à nobreza da terra. Paraguassu, a índia com quem se casara, era cercada de respeito. Dona de muitas terras, onde hoje estão os bairros da Vitória e Graça, faleceu em 1589. Foi sepultada e seus restos mortais encontram-se até hoje na Igreja da Graça, que foi construída no mesmo local onde Paraguassu contruiu um oratório, de varas trançadas, cheias de barro, e recoberto de palmas, em 1530. Ela era fervorosa em sua fé.

Os Jesuítas que aqui chegaram em 1549 já encontraram uma igreja, um templo humilde, de varas traçadas, coberto de palha, homenagem de Catarina Àlvares Paraguassu, a Nossa Senhora das Graças. Foi esta a primeira igreja da Bahia e do Brasil.

Em 1557, por ordem do terceiro Governador Geral do Brasil, Mem de Sá, foi estabelecida a Aldeia do Rio Vermelho, com um porto e aguadas próximas. O Rio Vermelho, então, se tornou reserva militar e forneceu homens (índios) para grandes e futuras batalhas. Em 9 de maio de 1624, serviu de abrigo, durante a invasão holandesa na Bahia, para a população da cidade de Salvador e o bispo. O governador ficou no centro e foi preso.

O lugar de águas limpas, chegou a ser preferido para o veraneio. Dividido por várias praias, que eram freqüentadas pelos banhistas, que ainda mantêm a mesma beleza.

 

 

 

 

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