Para marcar uma despedida diferente e divertida, num clima intimista com sabor de saudade, ninguém melhor do que o cantador, compositor e instrumentista Celo Costa. Por isso, no próximo dia 28 (domingo), a partir das 18 horas, ele apresenta algumas de suas melhores composições na programação especial de encerramento da Santa Pizza &Forneria da Bahia.
A marca paulista, que manteve uma relação de bom sabor à mesa com seus clientes baianos por dois anos e meio no boêmio Rio Vermelho, encerra seu ciclo de franquias, passando a funcionar apenas em São Paulo. “A marca deixa de existir em Salvador, mas traremos novidades para o mercado gastronômico da cidade em breve”, diz a empresária Carol Freitas, proprietária da pizzaria.
Em uma hora de show, enquanto clientes e amigos da casa degustam delícias da casa pela última vez, o artista Celo Costa apresenta composições autorais e de outros artistas acompanhado de dois dos melhores músicos baianos: o percusionista Ricardo Hardmann e o multi-instrumentista Júlio Caldas. “Mostraremos um pouco do CD autoral que está saindo do forno, mas também vamos prestigiar músicas de Gilberto Gil, Dominguinhos, Xangai, Geraldo Azevedo e outros.
Celo Costa está se preparando para o Festival Internacional de Forró da Europa, que acontece a partir do dia 27 de março. Seu trabalho já pôde ser conferido no velho continente, onde realizou uma turnê de três meses em 2003, passando pela Itália, Suíça e França. Nesta última, participou de um festival de acordeonistas na cidade de Tulle, apresentando-se também em uma das casas de espetáculos mais famosas de Paris, Favela Chic.
Universos musicais múltiplos
As influências e vivências musicais de Celo Costa fazem com que seu trabalho atual dialogue em universos múltiplos, não restritos ao regionalista apenas, como ele ficou mais conhecido. Sua regionalidade, contudo, permanece involuntária nas ferramentas, tais como na instrumentação (viola e sanfona, principalmente), fortemente ligada às tradições regionais, e no texto, em suas letras, que outrora toma expressões do dialeto cotidiano da região do oeste baiano, onde o artista cresceu.
“Reconheço essa regionalidade, já incorporada e que se revela inclusive como parte do meu figurino (chapéu e sandália de couro), mas valorizo cada vez mais a fusão de influências que moldam minha música. Não há como esconder o metabolismo das influências erudita, acadêmica e popular da cultura urbana baiana, com seus tão particulares interiores. Estou em consonância com a modernidade em termos técnicos, que usufrui de samplers e tantos outros recursos das produções fonográficas contemporâneas. Por isso não tenho como me restringir ao regional”, declara Celo Costa.
“Quero valorizar a canção, a poesia cantada, a arte apreciada com paciência e zelo, neste mundo das velocidades nocivas à compreensão do simples sem, no entanto, negar a incluída influência, jamais necessariamente nefasta, da globalidade das relações humanas em nossos dias”, conclui o artista.