Teatro Sesi - Rua Borges dos Reis, nº 9 - Rio Vermelho - Tel.: (71) 3334-0668

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Marcos Machado e Amadeu Alves comemoram dez anos do espetáculo Fernando Pessoa. Comemorando dez anos de carreira, e ao mesmo tempo celebrando os 70 anos de morte do grande poeta português, o espetáculo teatral Fernando Pessoa , com direção, adaptação e interpretação de Marcos Machado, músicas compostas e tocadas ao vivo por Amadeu Alves, traça um painel das tradições e da poética na literatura portuguesa, resgatando com dinamismo a obra de um dos maiores nomes da literatura moderna em Portugal. O espetáculo mostra o poeta Fernando Pessoa, independente de sua qualidade de gênio, como ser humano. O poeta pessoa comum, ligado à natureza humana, numa ânsia de buscar o significado da existência. Surgem em cena Fernando Pessoa e seus heterônimos, Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos. Todos os personagens recebem um tratamento de caracterização e interpretação, proporcionando ao espetáculo momentos de lirismo e emoção.
A riqueza da obra poética deixada por Fernando Pessoa, coloca-o indiscutivelmente como um dos maiores nomes da literatura universal.
Histórico:
O espetáculo Fernando Pessoa estreou no dia 10 de agosto de 1995 na Casa de Amizade Brasil Portugal, daí fez temporadas no Museu Carlos Costa Pinto, Sala Cinco da Escola de Teatro da Ufba, Teatro SESI Rio Vermelho (cinco vezes), Café Teatro Zélia Gatai, apresentações em vários Centros de Cultura do interior da Bahia, como em Juazeiro no teatro João Gilberto e em Santo Amaro , no teatro Dona Canô. Também uma longa e intensa temporada de apresentações em quase todos os colégios de Salvador, faculdades e cursinhos pré-vestibulares.
Local: Teatro SESI Rio Vermelho
Direção: Marcos Machado
Elenco: Marcos Machado e Amadeu Alves
Dias: sextas de janeiro e fevereiro/2006, às 21 horas.
Ingressos: R$ 14,00 (inteira); R$ 7,00 (meia); R$ 2,80 (industriários e dependentes)
MARCOS MACHADO
Com vinte e três anos de teatro profissional, Marcos Machado inicio sua carreira em São Paulo , ao lado de nomes como: Eva Vilma, Arlete Montenegro, John Herbert, Rodolfo Mayer, dentre outros nomes importantes do teatro paulistano. Em 1988, ainda em São Paulo , recebeu a indicação para o Prêmio Mambembe de melhor ator por sua atuação na peça O Planeta Lilás, de Ziraldo.
Em Salvador desde 1991, Marcos Machado é o ator e diretor mais conhecido junto ao público de estudantes da cidade. Seus espetáculos Fernando Pessoa e Românticos são algumas das peças mais populares, por terem como objetivo principal transportarem para o palco a literatura. No cinema Marcos trabalhou com Cacá Diegues no filme Tieta do Agreste e, no teatro baiano com grande diretores, a exemplo de Carmem Paternostro, Deolindo Checcucci, Paulo dourado, dentre outros.
Além de trabalhar como ator e diretor, Marcos é também monitor das oficinas de teatro do Projeto Viver com Arte , da Fundação Cultural do Estado da Bahia.
Pela sua atuação na peça De Alma Lavada , Marcos recebeu o prêmio Copene de Teatro em 1999. Atualmente faz parte do Núcleo de Teatro do Teatro Castro Alves, e foi indicado para o Prêmio Braskem de Teatro como melhor ator na peça Escorial , com a qual vem de uma turnê de dois meses pelo Brasil, dentro do Palco Giratório do SESC.
AMADEU ALVES
Compositor e instrumentista baiano, Amadeu Alves vem trilhando um caminho marcado pelo contato com diversas manifestações culturais, refletindo essa experiência na bagagem que traz consigo.
Sua carreira teve inicio em 1981, ainda na adolescência, quando junto a outros jovens do bairro de Itapuã, lugar onde nasceu, formou o Grupo Suporte, no qual atuou até o ano de 1987 tocando em bares, teatros, congressos, festivais, praças públicas e trios elétricos. Entre os anos de 1987 e 1994 continuou se relacionando com a música de uma maneira que o seu trabalho de composições instrumentais se revelou numa carreira solo.
A atuação em trilhas sonoras e direção musical de peças teatrais, a exemplo de O Vôo da Asa Branca e Um Dia Um Sol (Deolindo Checcucci), Fernando Pessoa (Marcos Machado) e Yába, Nasce Uma Nação (Grupo Tupã), com o qual viajou à Dinamarca em 2001; de espetáculos de Circo: Panos, Batuque e Guerreiro (Circo Picolino); no espetáculo multimídia Didacumpé (Chico Liberato), entre outros, mostra sua relação intensa com outras linguagens artísticas.
Nos palcos da cidade, pode ser visto interpretando chorinhos com o grupo Chorinho Pra Sorrir ; forró, sambas de roda e cirandas com o Pé de Serra Beira Mar; dirigindo e cantando com o Coral das Ganhadeiras de Itapuã e tocando suas composições, no seu trabalho solo, pelo qual já foi premiado com o Troféu Caymmi (Pesquisa musical e criatividade) no ano 2000. Neste ano de 2005, participou do Ferrara Buskers Festival , na Itália, com o trabalho em parceria com o músico Fabrício Rios registrado em CD. |